sábado, 26 de junho de 2010

The time of changes.

É realmente amigo, as coisas mudaram um pouco e continuam a mudar, essa é a lógica da vida não, lhe digo que sim, confesso, não era pra ti que desejava dizer essas palavras pois sinto que não, ou talvez não, são de suma importância pra ti, sei que sabes a quem me refiro.

Há pessoas que cultivam flores, outras cultivam ervas e outras se dão ao constante e incessante trabalho de cultivar pessoas, algumas crescem a tal ponto que temos que abrir as janelas e portas do coração e assim com o tempo arrancam telhado e destroem paredes. Mas não sei, (pelo menos achava que não), se essas culturas são permanentes; pode algo acontecer e apodrecer as raízes? ou pior, pode ser apenas uma ilusão de algo que queríamos muito que existisse?

Mas ai apareceu você, foi de relance, porém o suficiente pra ser notado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

@Pedroemanuel

Durante o ano de 2010 poucas coisas me fizeram parar um momento de tudo o que estava pensando e me dedicasse somente aquilo, durante o ano (até agora) muitos e muitos vídeos foram lançados e vários chamaram a atenção por alguma coisa, ou por serem engraçado, fofos, sexy's, intrigantes ou apenas por conter um artista que me interressase, porém foram poucos que de certa forma (no jeito humano de ser) atingiram algo próximo ao que idealizamos por perfeição.
Primeiro para efeitos de comparação citarei duas grandes artistas das quais admiro e amo muito, Dulce Maria ex-RBD me fez parar durante o dia 24/05 com a estreia de seu primeiro vídeo clip como solista Inevitable, alguns dias depois Lady Gaga mostrou ao mundo Alejandro um vídeo carregado de emoção, homo-erotismo e performance que de certa forma me intrigou a tal ponto de coloca-lo como o melhor clipe de toda sua carreira (batendo inclusive Bad Romance, até então o preferido e o épico Poker Face).
Tendo citado meus dois vídeos preferido até o momento, dedico agora minha atenção para o melhor "fã-made" de todos os tempos, e sem duvida um dos melhores vídeos do ano, a ponto de competir bravamente e dignamente com Inevitable e Alejandro, Lady GaGa Piano Tribute 1.0 - Bad Romance, Paparazzi and Poker Face medley por Pedro Emanuel, enquanto ele toca o piano tenho a impressão que essa performance de alguma forma seria capaz de inspirar Stefani Joanne Angelina Germanotta em "I touch myself can't get enough/And in the silence of the night/Through all the tears/And all the lies/I touch myself and it's alright/Just give in
Don't give up baby/Open up your heart and your mind to me/Just know when/That glass is empty/That the world is gonna bend/Happy in the club with a bottle of red wine/Stars in our eyes ?cuz we're having a good time."

Trata-se de amor, de manter a fé, confiança, mais do que um simples tributo a "Diva do século", Trata-se de ser capaz de transformar o mundo agitado e contemporâneo em essência mais tenra e tímida, Trata-se do poder de enxergar além do óbvio e explorar além dos limites, algo que somente grandes mentes, grandes artistas conseguem.
Certa vez Caio Fernando de Abreu disse "-Queria que alguém de alguma forma se apaixonasse por mim através de algo que eu tenha escrito" (algo próximo a isso) cada um na sua arte, entenda-se por foi o suficiente para que me apaixonasse.


Pedro, parabéns mesmo.

Caught a Bed Romance.

*Desculpem a ortografia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Audrey Hepburn says:

"Quando pediram que revelasse seus segredos de beleza: Para ter lábios atraentes, diga palavras doces; para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas; para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos; para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia; para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho; pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas;lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo; a beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside!"

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mais além

Mais de um ano, ou quase isso, é tão difícil viver numa fila que nunca anda, queria poder calçar meu caminho, tomar minhas asas, virar estrela e deixar a princesa dormindo no barco e sair pela mata, mais anjos de uma asa só não conseguem voar, embora tenha tentado, muitas vezes tentado, toda vez que eu tentava eu caía sobre minha asa, era inevitável, o desejo se ir além, mais além era hipertônico, ao máximo conseguia imaginar o que havia além do horizonte, aves ou flores? Cães ou pátios?
Mais de um ano, ou talvez nem isso, mais ainda assim queria ir além, mais além.

sábado, 22 de maio de 2010

Nunca lhe prometi um jardim de rosas

No começo loucura pura, através da hereditariedade, da dor, da solidão e segregação; Loucura de imaginar o inexistente e apreciar o simples, loucura na essência da cor, da música, da luz que se acende e se vai, mas sempre volta a piscar; Loucura escrita, gritando num tom abafado "PAI, afasta de mim este cálice!"; Loucura que brota de um casulo em meio a um jardim de rosas; Loucura tão louca que se aproxima da sanidade.

Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura — loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura.

Ernest Becker

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Faíscas de ervas

Mais uma vez se encontraram, ambos de branco, no mesmo local onde se cruzaram pela primeira vez no ultimo verão, desta vez as coisas fluíram com mais facilidade, nem precisou da insinuação dos amigos, o desejo estava estampados nos lábios, talvez inspirados por Get Neked de Britney Spears, ou apenas estavam extasiados, cheios de vontade e desejos ocultos (coisas de adolescentes). Se beijaram, foi quente, ao certo melhor que os precedentes, tão quente que sobrou apenas faíscas do grande incêndio, depois do fim da festa sobrou apenas lembranças e o gosto de uma bebida com gosto de uma erva que ambos lembravam bem e a curiosidade (de pelo menos um deles) em saber se das faíscas ainda sai fogo.

Alcova in Wonderland


Sem janelas nem portas, luzes foscas e guizos a chacoalhar, não era incomoda a sensação de que todos os sentido inundados de percepção se transgredia para fora do ser, na alcova da alma, onde se pode sentir o intocável com apreciação de quem ama, na alcova do ser, onde se olhava por um semblante menos fechado, arrogante e fragilizado.
Caia em si toda a verdade que por fim lhe fazia abrir os olho e a mente a fim de escapar, abrir uma brecha que fazia jogar por terra a alcova do homem, aprisionado em seus próprios dogmas.
Se vendo de fora pode-se conhecer o que estava por dentro, e por complexo, feito Alice que ao contrario não permitiu-se se ver de fora mais caiu em sua própria alcova materializada no país das maravilhas, mais com o mesmo objetivo, tentar compreender a razão, de ser, estar, de exisitir e conhecer sua individualidade na abrangência recessiva de opiniõs em um mundo não tão maravilhoso mais tão desafiador como o que Alice encontrou no buraco em que caiu, no buraco de sua alma.