Seres conjugados conforme as regras analíticas da gramática não fazem meu tipo, sou mais os que fogem as regras, os que se viram em 380º de um circunferência perfeita.
Os que intimidam com serpentes, são fracos demais para me acompanhar em uma dose
com raiz qualquer, mas os que possuem a estranha mania e capacidade de domestica-las
esses sim são merecedores do liquido sagrado.
Seres comuns, oportunos, exatos, concretos são entediantes quando se fala sobre pessoas, afinal humanos não são precisos, imparciais, ou numéricos; deixo os algarismos para matemática e as formulas para história.
Renego os que renegam a bipolaridade, afinal tudo é relativo, tudo é proporcional, absinto, abstrato.
Dois lados é pouco quando se permite ir além, explorar, há muito que se descobrir, muito que se esconder,
pouco que se revelar, afinal segredos não seriam segredos se fossem publicos.
Das mulheres das santas à louca, da sóbria à puta fico com o prazer.
Dos velhos não quero mais que a historia, geografia, e ciências.
Quanto os homens, há dominados e dominadores, prefiro estar acima dos dois.
Sendo assim, prefiro arriscar , pois existe o certo e o errado e a escolha .
terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Eterna garotinha
Se lembra quando agente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba (...) Mais nada vai conseguir mudar o que ficou.

Que deixou nosso mundo mais completo, com sua marginalidade e timidez,
De todas as mulheres do mundo, escolhi amar você neguinha, você e seu All Star azul.
De todas as mulheres de Cássia, escolhi amar você neguinha, e nada vai mudar isso.
Cássia, Vilã anti-monotonia para
meninos meninos, meninos meninas,
meninas meninas e meninas meninos
Uma romântica, sem delicadeza.
Por nos fazer sorrir, chorar, cree e acreditar
Garota, Garoto, Menina, Malandro.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Olhe bem as montanhas...

Na delicadeza dos vales
Na majestade das montanhas
Na Pedra, rocha de fogo
Escrevi em você malditas façanhas
O melhor de todos os poemas
Perdi-me dentro
Na imensidão dos seus mistérios
Na severidade dos seus critérios
Julga-se sério
Faz-lhe falta as cantigas
Brincadeiras de roda
Coisas simples, não como você, não saem de moda
Pedra que chora,
Derrama na terra a água
Que o povo da seca implora
Que o povo da terra adora
No alto o gelo
Porque, mantêm-se sóbrio
Cercado de toda essa gente estranha
Oh! Minas, minha montanha.
Maria Eduarda
Por você eu esperaria o céu ficar vermelho
Esperaria todas as noites a madrugada em dia virar
Esperaria por você na fila do banco
Mesmo sabendo que você irá demorar
Por você escalaria os escombros do 11 de Setembro
Deixaria tudo o que sei, ainda se me lembro
Deixaria de tentar apenas pra te ver sorrir
Essa é minha tendência
É como um vício, mania sem explicação
Casualmente materializada
Em você
Maria Eduarda
segunda-feira, 15 de março de 2010
Um abraço na boca.

Não era muito velha, havia começado a juventude a pouco tempo, maços, garrafas e pistas eram coisas novas para ela, corpos suados, movimentos sensuais e luzes frenéticas haviam ganhado sua cabeça, porque ao contrário que os idiotas costumam a pensar guardamos nossos sentimentos e amores no cérebro e não no coração.
Ocorreu que em uma noite, tudo se completava, tinha maços e vontade de fumar; garrafas e desejo de se alcoolizar; pistas, corpos, luzes e a vontade de sensualizar, logo quando chegou foi ao loungue, 5 cigarros depois tomou a primeira dose de tekila e dançou a primeira vibe da noite.
Já alcoolizada, suada, escandalizada, havia se transformado em alguém sem pudores, sem vergonha,conheceu uma moça por pouco mais velha, duvidosamente doce e inocente, permitiu-se ser incosequente.
Outra vez no loungue, juntas dividido os tragos fumaram mais 5 cigarros, conversaram sobre tudo, de amores a casas chilenas, se apaixonaram, depois do lougue, iluminadas apenas pela luz da lua e não mais pelos flahs incessantes da boate, trocaram as ultimas palavras e o ultimo cigarro.
- Foi bom
- Te ligarei
- Esperarei
Era cedo pra se falar em amor, não houve um beijo de despedida, mais de certa forma aquelas
palavras serviram como se fossem um abraço na boca.
domingo, 14 de março de 2010
Essas bobagens de amor
Naquela noite decidiu não beber, queria estar ciente de tudo o que poderia vir a fazer, não resistiu a sua missão e depois de algumas doses deixou de lado o moço recatado que estava pretendendo ser, se libertou, mais não havia bebido o suficiente pra que toda a noite fosse sinonimo de liberdade, logo quando o efeito passou com a ajuda de alguns doces que havia comprado por precaução para situações como aquela, voltou a se represar estava bem e feliz, e ainda por cima sóbrio.
A ecletcidade na play list não fazia com que seu humor variasse de acordo com as batidas, queria chorar ao som de Cássia, mais com a mesma alegra que dançava o pop americano recebia em si o MPB, tentou recorrer aos poemas, havia surgido uma vontade de chorar, algo que não fazia desde a primeira semana de Dezembro, e que só viria a fazer no dia seguinte, mais não pelo motivo imaginado e sim pelo mesmo motivo de quatro meses atrás ou uma mistura dos dois.
Não sabia porque queria se sentir mal se tudo estava tão bem, mais ao ler um poema de sua autora preferida ele sabia o que estava pretendendo o tempo todo, uns discutiam sobre como
eram ruim a dor de amor, ou das dificuldades em relação ao sentimento, mais ele apenas queria
sofrer por amor, pois no momento sofria pela falta de alguém., pela falta de um amor.
A ecletcidade na play list não fazia com que seu humor variasse de acordo com as batidas, queria chorar ao som de Cássia, mais com a mesma alegra que dançava o pop americano recebia em si o MPB, tentou recorrer aos poemas, havia surgido uma vontade de chorar, algo que não fazia desde a primeira semana de Dezembro, e que só viria a fazer no dia seguinte, mais não pelo motivo imaginado e sim pelo mesmo motivo de quatro meses atrás ou uma mistura dos dois.
Não sabia porque queria se sentir mal se tudo estava tão bem, mais ao ler um poema de sua autora preferida ele sabia o que estava pretendendo o tempo todo, uns discutiam sobre como
eram ruim a dor de amor, ou das dificuldades em relação ao sentimento, mais ele apenas queria
sofrer por amor, pois no momento sofria pela falta de alguém., pela falta de um amor.
Por um momento havia se arrependido da decisão que havia tomado e decidiu beber mais um pouco, sorte dele que não fora perseverante, pois estava sóbrio no momento que ouviu uma frase, que como o poema dizia " mesmo que uma estrela se apague, ainda restará milhões no céu e cada uma é um sonho a se cumprir" e por não ter bebido ele não viu uma estrela se apagando e sim mais uma luz no céu.
Aquela noite rendeu este conto, os frutos dela talvez rendam algo além de simples palavras, mesmo que negasse, era o que realmente queria, pessoas como ele não nasceram pra sofrer estava na hora de aprender a crescer junto e ao contrario do que dizia outro escrito a quem venerava ele não estava absolutamente seguro de sua escolha de homem independente que não necessitava mais dessas bobagens de amor.
sábado, 6 de março de 2010
Se quer ser diferente, faça a diferença.
Não era um dia tão especial, nada de mais estava acontecendo, mais uma coisa lhe chamou a atenção, tinha revirado um pacote com alguns DVD's emprestados e entre eles uma trilogia roubou a cena depois do primeiro que lhe pareceu um pouco idiota (muito talvez) resolveu encarar o segundo e como dizem que a segunda vez é ainda melhor, mas pelo andar da carruagem não esperava nenhuma obra prima, mais no final realmente viu que a continuação era melhor mesmo com todos aqueles clichés de filmes moldados para pré adolescentes americanos, daqueles que seguem a linha Disney desde os anos 90 ou mais antigamente não sei, enfim resolveu assistir o 3 afinal já tinha encarado dois o terceiro não poderia ser pior, e não foi, certamente passou longe ambos da lista do filmes preferidos dele, só que fez com que ele parece um pouco e refletisse sobre toda aquela historia e sobre amigos, e sobre arte, musica e vida.
Sobre o futuro principalmente, O que realmente valia a pena? Pra onde iria ou o lugar onde estava? Para ele o futuro era uma concepção vaga, dependia de escolhas que fazia o tempo todo, de coisas simples, de um bom dia que as vezes deixava de dar, ou até mesmo de um olhar carinhoso ou não. Para ele o hoje significava onde estava e onde construía sua historia, era onde ele se formava, crescia e evoluia, conquistava as pessoas e algumas delas com certeza seriam lembradas pelo resto de sua vida como as pessoas mais mágicas e especiais que conhecera.
O futuro era algo tão incerto, duvidoso que ele pensava ser para aqueles que preferem a razão o certo, que tem medo de se arriscar , talvez seja um dos maiores clichés do mundo (mais ainda que todos aqueles do filme) mais é algo que ele sabia que era verdade e não importava o que seria amanha pois isso dependia apenas do que era hoje.Queria naquele momento estar no palco ou em algum back stage pois sabia que ali seria seu lugar, não tinha nascido um artista mais se sentia bem nesse mundo de luzes e flashes, musicas e coreografias, textos e cenas queria se libertar pela arte, pelas cores, pela voz, pelo movimento.
Era era tudo que ele queria, mais não tinha nascido artista, então deixou as cortinas de sua imaginação se fecharem e voltou para o mundo real.
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