domingo, 3 de janeiro de 2010

O dia que Júpiter encontrou Saturno

Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodka, gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos ou afundar nos quartos onde rolavam carreiras e baseados, devagarinho conquistou uma cadeira de junco junto a janela. A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida poncho & conga, riu sozinha. Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos, embora morena também, e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta, muito bem, parabéns, aqui estamos.

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.

Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.

Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.

E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-Acho que estou voltando. Usava saias coloridas, flores nos cabelos.
-Minha trança chegava até a cintura. As pulseiras cobriam os braços.
-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)

-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.

(Silêncio)

-Me beija.
-Te beijo.

Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.

Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.

De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando "se Deus quiser, um dia acabo voando". Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.


Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Brasil no exterior

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.
Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

REFLITA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Amigos

Não era que todos fossem escoria ou não prestassem, o fato é que alguma coisa de diferente dos demais havia ali, não era como os demais adolescentes de sua idade, festas, bebidas e cigarros não eram o suficiente. Tinha algo GlamRock, um pouco de pimenta a mais... um tempero toxicamente inofensivo.
Começou em 2008 uma sala nem tão pequena, nem tão aconchegante,se espalhou por ruas, palcos, becos e bares, tudo virava festa, tudo virava arte.
Bordões, clichês, piadas não eram as mesmas sem que estivessem todos ali.



GABRIEL
Eram opostos, nunca daria certo,
não haveria como continuar com isso.
De um lado a adrenalida do outro a consequencia
Enquanto pra um a verdade se resume no fluxo, ou outro ainda tenta preservar-se de algo
Mesmo que não a nada a se perder, a forma conciente de um se une com a inconsequente do outro.
De um lado ele pensa em vida, magia, amor, eternidade. No outro ele pensa em vida, festa, emoção e intensidade.
Enquanto pra um as coisas se resumem em mostar a verdade dos sentimentos para o outro a arte do carão e do blasé é fundamental.
Mesmo que um arrisque, mesmo que outro evite. Mesmo que um siga o fluxo e outro a conciencia.
Eram opostos, nunca daria certo,
não haveria como continuar com isso.
Mais quem que disse?
Idiota, não conheceu a amizade de um jardim de rosas.

RODOLFO
Primeiro porque ele não era um menino previsivel,
Depois porque tinha o dom de enganar as pessoas com todas aquelas Darci's feces
Possuia um jardim e amigos, varios amigos, entre eles eu.
Digo eu porque o conheci, não tão bem, mais tão verdadeiramente que poderia estar escrevendo este poema.
Por meios de rimas falhas e de uma descrição banal, não seria algo que o tocaria, ele era grande e forte.
Tinha seus dons, assim como os grandes tinha suas divindades, tinha escolhido sua rainha.
Mais para um certa outra pesso seria seu eterno principe.
Principe? Grande de mais para ser apenas um.
Grande que digo é de alma, coração.
Talvez,
Digno,
Ou até mesmo,
Amigo.

INDYRA
Sabe quando alguem se colocaria de pé pra pintar todo o céu por alguem?
Ou menos, colocar-se de pé sempre que necessitar de uma mão amiga?
Ou mais, prometer amor e amizade por todo o sempre?
Sabes? Eu sei, eu posso entender mesmo não sendo assim tão fácil
Talvéz porque certa complexibilidade me atrai.
Talvez por isso ela o atraia tanto, como era possivel.
16 anos e tão complexa assim? Tinha algo entorno.
Não sei o que era, se era a sua felicidade ou algo alem.
Sei que tinha ...
Sei que ali, por trás daquele corpo alto existia não um mais vários misterios
Era possivel ecreditar que mesmo imporvavel iria despertar algo grandioso.
Era grande, mesmo quando apaixonada por um idolo.
O que mal sabia ela, era que também era um idolo.
De outras dimensoes,. maior, maior, maior,
Maior, que a vida, maior que a morte.
Estacionada ali, no afeto.

LOUISE
Não tente me irritar mais, não irá conseguir
Nada mais afetará, porque eu compreendo você
Compreendo minha falhas e todas as nossas falhas
Não que não queira mais, e que não posso aguentar isso.
E como se fosse um drama, drama de adolecencia
Daqueles que colam posters na parede.
Daqueles que se irritam por pouco.

Eu não vou prometer, não faz parte do meu caracter mudar
Não seria eu, e sim alguem feito pra te agradar.
Mais quer saber? Você me agrada
Mais quer saber? Eu... bem, eu não acho nada.

Não acho porque não há nada para achar,
Nada foi perdido
Não houve nenhum elo rompido
Era apenas uma mulher e menino crescido.

MARIA EDURDA
Ela não era assim um exemplo de caracter, ah ela não prestava
Não mesmo,
Não porque era ruim ou gananciosa eou impetulante
Não prestava porque era boa demais.
Era simples, verdadeira, se importava.
Mais o que faziam? Muitas vezes não enxergavam isso,
Tolos!
Estavam perdendo a maior disventura de suas vidas,
Não algo radical, perigoso e extantentemente sujo
Era algo natura, maralvilhoso e divinamente sujo.

ANA CLARA
Mais o que aquilo era, estavam em corpos trocados
A delicadeza e esperança contidas nele
A coragem e atitude se encontravam nela
Ele não iria a luta preferia seus temas de amor
Ela "foda-se" não se importva com a dor.
Nos olhos dela via-se algo diferente das meninas de sua idade
Nos olhos dele algo um pouco alem de toda a vaidade
Ela queria voar, festa e garotos na Holanda
Ele sonhava, apenas sonhava.
Tinha algo em comum.
Pra ela seria normal,
Pra ele incomum.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Homens e Anjos

Venha, pegue minha mão
Vou lhe contar um segredo
Não precisa ter medo
Nada poderá te atingir aqui
Estamos longe do solo
Não há mais como sair
Espero que possa me entender
Estamos entre homens e anjos
Sem equivocos, sem enganos
Estamos entre homens e anjos
*Estarei com você até o fim
Não deperdiçe seus sentimentos
Pode confiar em mim
Deixe todo seu amor aqui, guardado comigo
Meu coração será sua morada e abrigo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tudo sobre ele.


O toque era incrível, gerava quase que instantaneamente arrepios por todo o corpo.
O gosto era forte, era doce não podia ser comparado a nada humano, era como um beijo dos anjos.
O olha penetrante, cortava mais que faca, sua mãe havia lhe ensinado a não brincar com fogo, mais as chamas em seus olhos eram convidativas,
era um olhar quente, que envolvia toda a atmosfera, talvez pro isso aquele dia brilhava tanto.
O sorriso? não havia como negar por mais triste que ele pudera estar estava sempre ali, não que fosse simpático mais porque era sua arma.
Possuía um tipo de respiração ofegante, rápida como a de um maratonista, e atarente como a de um sexy performista.
A voz, era aveludada como o silencio, grave como a música, o som do rock pesado era vibrante mais seu timbre latino era cortante,
não que isso fosse mal, mais e que lhe fazia o desejar cada vez mais, seu toque, seu gosto, seu olhar, seu sorriso, sua respiração, sua voz.
O corpo em questão, indecente perfeição, fazia todos desejarem fazer parte daquele mundo, o mundo dos belos, dos intocaveis.
O mundo daqueles que tem tudo, da riqueza a beleza, do luxo ao essencial. era perfeito demais, ainda assim era real.

Adam Lambert



Meu cantor mostrou que os segundos seram os primeiros, a quem diga que ele é um "lixo indulgente" mais a quem diga que ele é o novo rei do pop, memorável. Meu cantor é "Whole Lotta Perfect".



Meu cantor por mais que tenta ser paciente segue seus instintos e não dá mínima. Meu cantor quer saber o que você quer dele e lhe pede pra não desitir. Meu cantor disse que todos temos o nosso próprio poder e o que quer que seja o que você queira, temos de o fazer acontecer.



Meu cantor esta aqui para seu entretenimento. Meu cantor é o rei do prazer e o rei da dor. Meu cantor tem seu lado homem e seu lado mulher, mais principalmente seu lado humano. Meu cantor tem o poder de chocar uma nação ao vivo, pouco se importando com as criticas.



Meu cantor é um homem que não liga pras diferenças, fazendo dela um objeto de criatividade e engrandecimento. Está alem do tempo dos espelhos, está alem de tudo. Meu cantor nasceu pra arte, e não liga para os demais, e você sabe o que fazer, quando ele esta no controle, porque ele é um trabalho pra você.



Meu cantor seria meu esctasy se a vida fosse uma festa. Meu cantor é com certezao fogo campeão. Meu cantor irritaria a rainha num ótimo trabalho, meu cantor é a febre da Lady Gaga. Meu cantor que apenas que a libertação comece.



Meu cantor sabe quem ele é, e mesmo sendo uma "aberração" sabe que nos o amamos porque ele está fazendo tudo perfeitamente bem e que sempre vamos querer ouvir sua musica de novo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Revelação

E se fez silencio, todos estavam mudos, todos os olhares naquela sala de uma confusa familia se focavam no filho mais velho, ele tinha algo a dizer mais as palavras não fluíam como ele desejava, havia nós em sua garganta,todos seus pensamentos se chocavam, não sabia mais se estava disposto a prosseguir, sentia que seu peito iria explodir, por todos os cantos da sala era possível escutar suas batidas cardíacas disputando com o barulho dos ponteiros do relógio, talvez se a porta estivesse aberta ou se não estivessem no 17° andar ele pularia da janela ou arranjaria outro jeito de escapar, mais como não havia como fugir, era a hora, ele deveria falar, seria um grande salto e a queda não mais importava, ele era forte e pessoas como ele não sofriam.
O telefone interrompe o silencio, as mãos trêmulas do jovem pega em seu bolso o celular, "Você tem uma nova mensagem de texto" ele lê para si mesmo " Era como atirar em um brinquedo, uma pequena conversa, um sorriso e amor eu fui fisgado. Ainda não sei o que você fez comigo, um menino crescido não cairia assim tão facilmente. Sinto medo de quando não está por perto, eu imploro amor não desperdice seus sentimentos, deixe todo seu amor guardado comigo". Nesse momento ele percebeu que ele não tinha cometido nenhum erro em convocar aquela reunião de família, ele estava em casa, é por mais complicado que fosse ele amava aquelas pessoas, era hora certa, lugar certo e pessoas certas para o que ele tinha que falar, mesmo sabendo que poderia machuca-los ou decepciona-los ele deveria cumpri o que havia prometido naquela noite para si mesmo.
Começou dizendo que não era culpa de ninguém, nem de seus pais, nem de seus amigos, nem de suas influencias musicais, muito menos no padrasto recém chegado a família. Disse também que estava ciente do tamanho do problema que ali despejaria e que se houvesse alguma forma no mundo de modificar o que ele estava sentindo ele o faria. Era doloroso pra ele, custava remar contar a corrente e custava mais ainda viver baseado numa grande mentira. Apontou as pequenas falhas de seus pais, mais sabia que não era isso que tanto teria influenciado na sua decisão, propôs um dialogo mais aberto, foi questionado sobre o uso de drogas e alcool, disse que não, disse que era um pouco mais complexo, Afirmou que mesmo que tudo fosse diferente nada mudaria o que ele estava pronto para dizer, iria continuar sentindo aquilo, porque não era externo, aquilo vinha de dentro, não havia como mudar nada pro dentro e ele continuaria sendo a mesma pessoa, estudaria, manteria sua educação e não seria promíscuo. E então com um suspiro forte disse tudo a sua família.
Refez-se o silencio.
Entre choros disse que não queria rótulos e que poderia partir caso isso ofendesse a família, era uma realidade menos morta, ele precisava abrir as asas e ser feliz, com ou sem o apoio daqueles que ele tanto amava, entre soluços e lágrimas ele sentiu que seu mundo havia caido, mais tinha dito a verdade, havia dito tudo, agora poderia respirar aliviado, pode seguir em frente, Antes de cair no sono a ultima coisa que sentinu foi um beijo de sua mãe e um abraço de seu padrasto, chorando porém feliz.